23 de out de 2011

Sentir


Olho para o céu e não enxergo as estrelas.
Vejo uma série de cenas e coisas e pessoas e situações, mas não encontro as estrelas que eu gostaria de ver.
Continuo caminhando na paz da noite que me rodeia, e me surpreendo por ver quantas pessoas também estão a circular por aí a procurar estrelas pelos céus afora.

Talvez aquela estrela especial, a Dalva, sabe? Ou ainda alguma constelação mágica. Mas a constelação inteira seria muito para mim... não dou conta de uma estrela, imagine então de várias juntas.
Mas acho que não procuro estrelas, ou uma estrela. Procuro apenas a paz na qual ela se esconde... a paz noturna... uma paz que na verdade se revela mais brilhante do que um céu estrelado.

Brilhante pelas luzes dos postes que me seguem, brilhante pelos faróis que passam e me cegam - pois quem os guia está ainda mais perdido em substâncias que distorcem a visão - brilhante pela paz que me traz o pensamento em alguém que me conforte de alguma forma o coração.
Mas também não quero este brilho! Quero apenas andar e sentir a brisa da madrugada. Sabe aquele vento que percorre teu rosto, te faz sentir fresco, e entra pelas vias te resfriando o peito e revigorando a alma enquanto você caminha para lugar algum? É assim que sinto.
A liberdade de andar, de sentir, de tocar, de ser tocado, de se refrescar. É o que a vida nos oferece todos os dias e sortudo aquele que uma hora ou outra consegue reconhecer a grandeza de estar em contato com estes sentidos tão simples, porém tão significantes.

Respire, sinta, caminhe, sinta, acorde, sinta, toque, sinta, ame, sinta, enxergue, sinta, viva, sinta! VIVA!

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